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PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA PDF Imprimir E-mail
Escrito por Dolores   
Seg, 11 de Outubro de 2010 21:00

Um tempinho ausente daqui. Saudades leitores. Aproveito para postar algo que vem a calhar com as eleições. Pensem bem antes de darem seus votos a um candidato. Beijos.

A POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA (SOMENTE EM SÃO PAULO)

A população em situação de rua e acolhida pelos serviços públicos na cidade de São Paulo aumentou 56%, de 8.706 pessoas em 2000 para 13.666 em 2009, de acordo com estudo realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e divulgado nesta segunda (31/05/10) pela Prefeitura de São Paulo.

 

Na Praça da República, na região central, tem 1.570 moradores de rua – a maior concentração na capital paulista –, seguido por outros nove distritos, todos localizados a poucos quilômetros do centro: Sé (1.195), Santa Cecília (309), Brás (249), Santana (194), Consolação (175), Bom Retiro (165), Vila Leopoldina (149), Bela Vista (138) e Mooca (135).

A maior concentração de população acolhida (que passa a noite em abrigos) foi encontrada nos distritos da Mooca (1145), Santa Cecília (1025), Pari (763), Brás (561), Tatuapé (560), Santo Amaro (292), Bom Retiro (290), Liberdade (286), Penha (236) e Ipiranga (210).

A  maioria dos moradores de rua encontrados em 2009 é formada por não brancos (4.185), do sexo masculino (5.251) e adultos (5.129).Entre 2000 e 2009, o número de mulheres aumentou de 909 para 1.023 e o de homens de 4.060 para 5.251. Os sem identificação de sexo subiram de 44 para 313.

O recenseamento dos moradores de rua foi realizado no período noturno, de segunda a quinta-feira, em função das modificações da cidade no final de semana. O trabalho de campo foi feito em sete noites, entre os dias 17 de novembro e 14 de dezembro, em função das condições climáticas. A equipe de campo foi composta por 120 recenseadores, formando 60 duplas sob a coordenação de 11 supervisores.

Disponível em:

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2010/05/populacao-de-rua-em-sp-cresce-56-entre-2000-e-2009-diz-estudo-da-fipe.html

O BRASIL EM NÚMEROS

O Brasil tem uma população de aproximadamente 190 milhões de pessoas.

78% da população está concentrada em áreas urbanas.

De acordo com algumas estatísticas, 36% da população vive em situação de pobreza. O Brasil está somente abaixo da África do Sul no ranking mundial de pior distribuição de renda.

De acordo com o Banco Mundial, a concentração de renda no Brasil criou cinco tipos de grupos sociais no país: os indigentes (24 milhões de pessoas); os pobres (30 milhões); os quase pobres (60 milhões); a classe média (50 milhões); e os ricos (2 milhões).  (ILO 2002)

Nas regiões mais pobres do país e nas áreas pobres próximas aos centros industriais, a expectativa de vida de 10% das crianças é de menos de 5 anos de idade. Praticamente todos os jovens envolvidos com o crime organizado morrem antes de atingir 18 anos de idade.

Em 2006, em tempos de paz no Brasil, 17.163 jovens morreram entre as idades de 15 e 24 anos. Quase o mesmo número de pessoas morreu em 2002 lutando na guerra civil em Angola, na África.

Somente na cidade do Rio de Janeiro, 3.937 crianças morreram em tiroteios entre 1987 e 2001. Esse número é oito vezes superior ao número de crianças que morreram nos conflitos entre os israelenses e os palestinos.

1 a cada 8 crianças com aproximadamente dez anos que vive próxima às áreas dominadas pelo tráfico tem pais que foram assassinadas por traficantes de drogas.

Em uma pesquisa sobre jovens presos entre 12 e 20 anos de idade, os resultados levaram à conclusão que 89,6% dos jovens não completaram o Ensino Fundamental, 6% possuíam analfabetismo funcional e apenas 7,6% tentaram começar o Ensino Médio.

A International Labour Office (ILO – Agência Internacional do Trabalho) estima que 16,1% das crianças entre 10 e 14 anos são economicamente ativas no Brasil. Acredita-se que 4,2 milhões de crianças trabalham em condições ultrajantes. O Brasil possui uma mão-de-obra infantil que, em termos de quantidade, está em terceiro lugar no mundo, atrás somente do Haiti e da Bolívia. De acordo com a ILO, 7.850 crianças e adolescentes de oito cidades do estado do Rio trabalham em condições precárias e insalubres. Destes, 2.160 não vão à escola.

A Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Criança e à Adolescência (ABRAPIA) declarou que aproximadamente 2 milhões de crianças com a idade entre 10 e 15 anos de idade foram forçadas a se prostituírem.

Estatísticas do Ministério da Saúde indicam que 1% de todos os partos ocorrem em meninas entre as idades de 10 e 14 anos. 18% das meninas entre 15 e 19 anos estão grávidas ou já são mães. Em um fenômeno relacionado à pobreza, 0,4% das mulheres brasileiras tornaram-se estéreis devido a problemas associados com partos entre as idades de 15 e 19 anos de idade.

17% da população acima de 15 anos no Brasil não sabe ler ou escrever e, em algumas regiões, o número chega a 50%. Somente 40% das crianças que começam a escola completam a educação primária. 4 milhões de crianças em idade escolar não estão na escola. Em alguns estados, como o Pará, 76,1% das crianças não vão à escola. De acordo com estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, existe um milhão de adolescentes analfabetos entre as idades de 15 e 19 anos.

O salário mínimo no Brasil desde fevereiro de 2008 é de R$ 415,00 por mês. De acordo com o DIEESE, uma instituição não ligada ao governo, o salário mínimo necessário para atender às necessidades básicas (comida, saúde, moradia, transporte, roupas etc.) de uma típica família (um pai e dois filhos) seria de R$ 1.489,33 por mês.

50% da população nacional vive sem acesso a condições sanitárias.

O Brasil tem uma taxa de desemprego de 9,6% (segundo estimativas de 2006).

O mercado informal de trabalho cresceu em uma média anual de 5,19% nos últimos 3 anos. Hoje, 27,8% dos trabalhadores estão na informalidade (trabalhando sem carteira assinada).

Aproximadamente uma em cada dez pessoas nos centros urbanos vive abaixo da linha de pobreza absoluta das Nações Unidas. É estimado que 800 mil dos 5,6 milhões de residentes do Rio de Janeiro vivem em favelas. O Brasil possui 21,1 milhões de crianças com idade inferior a 18 anos em famílias que ganham menos da metade do salário mínimo nacional, algo em torno de R$ 173,00 (dados de dezembro/2007).

QUEM SÃO AS CRIANÇAS DE RUA E A JUVENTUDE EM SITUAÇÃO DE ABANDONO?

A ONU – Organização das Nações Unidas define uma criança de rua como:

“Qualquer menino ou menina... para qual a rua (no sentido mais amplo da palavra, incluindo residências fixa habitual e terras não ocupadas) tenha se tornado para ele ou para ela sua residência fixa habitual e ou sua fonte de subsistência; e quem está inadequadamente protegido, supervisionado ou orientado / dirigida por adultos responsáveis”

 

A população das ruas é dividida em diversos grupos:

Crianças que passam parte ou todo o seu dia na rua na tentativa de ganhar algum dinheiro para sua família.

Crianças que vivem nas ruas e vão para casa de tempos em tempos.

Crianças que somente retornam aos seus lares nos finais de semana.

Crianças que passam os dias e as noites nas ruas e voltam para casa ocasionalmente.

Uma vez tendo experimentado a vida nas ruas, a criança tende a permanecer nela cada vez mais, devido à distância de suas casas, o custo de transporte e a falta da intervenção dos pais. As crianças eventualmente se afastam de qualquer vida familiar que já possam ter tido.

A maioria das pessoas acredita que a “criança de rua” é uma ameaça ou um ladrão, um “pivete” ou “moleque” como são chamados no Brasil. As crianças de rua freqüentemente vendem doces, pedem sapatos ou acabam se envolvendo em pequenas atividades ilegais que conduzem a crimes mais sérios. São temidas pela sociedade, uma vez que representam uma maioria de pessoas excluídas socialmente.

Assim, quando nós dizemos “crianças de rua” e “juventude abandonada” estamos nos referindo à relação existente entre crianças pobres e carentes e as ruas. Nós estamos falando de um segmento pobre da população que precisa lidar com as ruas no seu dia-a-dia.

O QUE LEVA UMA CRIANÇA A OPTAR POR VIVER NAS RUAS?

Apesar do perigo, a rua é considerada uma alternativa de vida para algumas crianças.

Estas crianças vêm quase sempre das favelas e de comunidades carentes que cercam as maiores cidades do Brasil

As favelas não dão esperança alguma de futuro para as crianças por causa da falta de opções, condições de moradia muito pobres e nenhum espaço de lazer.

As favelas são geralmente comandadas por traficantes, que recrutam crianças a partir de 8 ou 9 anos para trabalharem para eles. Provavelmente, os meninos e meninas uma vez envolvidos com o tráfico de drogas não viverão para se tornarem adultos, nem mesmo adolescentes. Para escapar desta condição, as ruas são vistas freqüentemente como a única possibilidade de sobrevivência da criança.

Algumas das relações familiares são marcadas pelo crime, drogas ou violência doméstica e a criança foge para as ruas a fim de sair desta realidade.

Algumas crianças são forçadas pelas famílias a trabalharem nas ruas para contribuírem com a renda familiar .

A maioria das crianças vem de famílias instáveis e desestruturadas; condições estas que aumentam as chances de ida para as ruas.

Em todos os casos, a rua se torna uma alternativa viável pelo simples fato de que não há nenhum lugar apropriado para essas crianças e adolescentes, não há opções seguras em suas comunidades e não é oferecido pelo governo um abrigo apropriado para a permanência delas.

Viver nas ruas não deveria ser considerada uma opção para essas crianças e sim um acidente em suas vidas - uma época em que tiveram que lutar por sua sobrevivência sob circunstâncias adversas.

http://www.dreamscanbe.org/214?locale=pt_BR

 

IDH

O Brasil ocupou em 2009 a 75ª posição no quesito “crescimento elevado”, o que representa 0,813. Ficando atrás de países como Venezuela, México, Cuba e Chile. Os países são classificados com números entre 0 e 1 e são levadas em consideração as seguintes melhorias: EDUCAÇÃO, QUALIDADE DE VIDA E RENDA. Por este ponto de vista percebemos que houve um crescimento respeitável, mas ao observarmos a posição ocupada pelo Brasil, percebemos que há muito ainda para ser melhorado.

Mas, o interessante a ser colocado aqui é: Se houve esse crescimento e, mundialmente ocupamos tão desonrosa posição, imaginem se fosse menor ainda menor esse número.

Também não sabemos como esses números e essa pesquisa é feita. Não sabemos como essas informações chegam aos pesquisadores e nem se expressam a realidade. O que sabemos é que o Brasil (representado, claro, por sua população) vive em situação deplorável e com necessidade de tudo... tudo mesmo.

2010 é ano de eleições, inclusive para um dos cargos mais importantes: Presidente a República.

 

Devemos aqui não levar em consideração que por 8 longos anos o Brasil viveu governado por um “revolucionário e preso político” que se elegeu às custas de afirmar ao povo sua condição de nordestino com pouco estudo que trabalhou duro e sofreu na vida. Pergunto então: Como será que ele teve tempo para entender tão bem de política (já que isso não se adquire de uma hora para outra) e como é que depois de eleito ele teve portas abertas e ganhou respeito de vários outros políticos nacionais e estrangeiros? Certamente seus contatos e sua capacidade “política” era bem maior do que a simples figura do metalúrgico e líder sindical que se candidatou em 2002.

E tem mais: já repararam que a candidata Dilma (ex-presidiária por crime de terrorismo) é simplesmente (ou faz questão de ser) uma cópia de saia do Lu-lá-lá? Temos que ser muito tapados (que é o que a política em geral quer que sejamos) para nos deixar levar por essa enxurrada de teatralização: é um câncer aqui, um pé machucado ali, um netinho que nasce em outro canto, mas a língua felina está sempre em boa forma. Mesmo o candidato Serra (exilado político por contravenção) tem seus defeitos. Mas o aspecto pessoal de cada um é que deveria importar menos nessa época. O que vai promover uma grande mudança no país é a real capacidade governamental, a experiência como pessoa pública e seus feitos para a população.

Como mulher e como cidadã meu voto é e sempre será de Marina Silva. Infelizmente essa avalanche de “desinformações” a tirou do 2º turno. Sendo assim, como pessoa que quer e “exige” mudanças radicais já no nosso Brasil e após fazer uma pesquisa de levantamento curricular e da capacidade política dos dois candidatos ao 2º turno, concluí que José Serra é, para mim, o melhor, o que mais se aproxima das reais necessidades do povo brasileiro, já a Dilma.... bem, a Dilma está descartada. Chega de gente assim determinando o que eu, como “povo”, devo sofrer nesse país. Em 31 de Outubro meu voto é do Serra. E espero que os eleitores de Marina Silva migrem em sua totalidade para o 45.

 

 

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