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BRASIL, LUGAR PARA "SE" MORRER PDF Imprimir E-mail

(...) Brasil, mostra a tua cara...(...)

 

NOTÍCIA DE TRÁS PRA FRENTE - leia até o final

__________________________________________________

Em 1988 Cazuza compunha a letra da imortal canção "Brasil".

Nessa época ele tinha aproximadamente 29 anos. Lá se vão bons 21 anos. E, como jovem ele gritava, em suas canções, em nome de muitas causas. Com posição social privilegiada, assumia ser "burguês" e tinha inveja dos amigos que "batalhavam".

Em seu site pessoal encontrei isso:

(...)"Tem gente que se irrita, porque eu canto que todo mundo vai pegar a sua pasta e ir pro trabalho de terno, enquanto vou dormir depois de uma noite de trepadas incríveis. Mas o dia-a-dia não é poético, todo mundo dando duro e a cada minuto alguém sendo assaltado ou atropelado. Então, vamos transformar esse tédio numa coisa maior.(...)Um dia, ainda vou andar na nave espacial Columbus. Bêbado, lógico, mas vou andar! "(...) - 1984

(...)"Por enquanto, o que me dá maior prazer além da música é o beijo na boca. Aquele lance do beijo que é o "fósforo aceso na palha seca do amor". O beijo começa tudo; é da boca que vem a relação... a primeira vez que se entra numa pessoa. Pra mim, é essencial. Sou capaz de ficar de pau duro se beijar alguém".(...) -1984

(...)"Eu fico feliz quando penso que o homem difere dos bichos e das plantas porque pode amar sem reproduzir - embora o Papa não goste disso. O homem transa por prazer. Então pode ser homem com homem, mulher com mulher, com diafragama, com pílula, com o que for... Homossexualismo é assim uma coisa normal. E o hetero, e o bissexualismo. O homem pode amar independente do sexo, porque ele não é bicho, não é planta. Se o cara não quer, não sente atração, tudo bem. Mas não tem esse negócio de regra geral quando se fala de amor. Quando pinta tesão, estou com Tim Maia e Sandra de Sá: "vale tudo", mesmo!"(...) - 1984

(...)"Não me sinto minoria, nunca me senti... Eu tenho horror a gueto. Quero viver num mundo diferente. Quero viver num mundo em que todo mundo conviva igual... Não faria parte de um gueto, nunca. Eu não gosto de andar só com preto, só com judeu, só com viado. Eu gosto de viver é com todo mundo junto. É uma experiência que eu tenho de vida. Me sentiria muito mal em levantar bandeira de qualquer coisa que fosse muito específico, portanto não quero levantar bandeira de minorias. Acho que a coisa tem que ser maioral".(...) - 1985

(...)"É o cúmulo prender um garoto inteligente, que faz faculdade, que é futuro do Brasil, só porque foi pego com um baseado. É um absurdo internar esse garoto num lugar onde vai ficar tomando remédio... Tem que haver leis mais liberalizantes para isso. É claro que o Brasil tem coisas muito mais sérias para resolver. Mas é uma coisa que afeta a mim que sou classe média, burguês. O que eu acho bacana na política da Democracia ocidental é isso. É "pocê" poder votar no cara que vai tentar resolver o seu problema mais imediato... Eu falo de cadeira porque já fui preso várias vezes. É maior a violência contra o jovem. O jovem está sempre experimentando coisas novas, que às vezes são até passageiras".(...) - 1985

(...)"Eu sou um inadimplente". - 1985

(...)"Eu sou o rei da declaração". "Você é bissexual? Eu digo que sou. Quem é seu ídolo? Eu conto. É um defeito. Acabo ficando com fama de bêbado, homossexual e maluco...". - 1985

(...)"Gosto muito de fazer meu mapa astral, e outro dia disseram que meu melhor período da vida ia dos 28 aos 35 anos. Esse seria o tempo de grandes acontecimentos e tudo indica que vai ser bom mesmo. Por isso, adoro previsões". - 1985

(...)"A história das drogas está na Bíblia, é o pão e o vinho, um é o alimento e o outro é a imaginação. Eu, pelo menos, sou uma pessoa que precisa disto, quero tanto o pão como o vinho(...) - 1985

(...)"O Brasil precisa de muita força de seu povo. O único país da América Latina que está com a cabeça erguida é Cuba(...) A gente tá muito de cabeça baixa...(...), a gente tem que ter orgulho de ser brasileiro, sul americano, ter brilho nos olhos". - 1985

(...)"Os jovens de hoje são bem caretas. Eu preferia ter vivido nos anos 60. Mas já que vivo na época de agora, posso pelo menos falar mal dela". - 1985

(...)"Levo uma vida burguesa. Mas sei que o Brasil vai mal, que tem gente morrendo de fome, que o Papa é um bobo e que o comunismo não está com nada". -1985

(...)"Sou meio ufanista, mas a miséria, a máfia e o FMI mataram o orgulho da gente". - 1985

(...)"Os marginais estão mais perto de Deus. Toda ovelha desgarrada ama mais, odeia mais, sente tudo mais intensamente,(...) Eu convivo com essas pessoas e o que faço é uma espécie de defesa deles ". - 1986

(...)"Sempre tive horror de política, mas tem coisas que você não precisa saber, qualquer burro vê. "Brasil" é uma música crítica mas não tem nada a ver com uma fase "política". Eu simplesmente passei o ano passado (86) do lado de dentro, e quando abri a janela vi um país totalmente ridículo. O Sarney que era o não diretas virou o rei da Democracia.(...) - 1987

(...)"Os problemas do Brasil parecem ser os mesmos desde o descobrimento. A renda concentrada, a maioria da população sem acesso a nada. A classe média paga o ônus de morar num país miserável. Coisas que, parece, vão continuar sempre. Nós teríamos saída, pois nossa estrutura industrial até permitiria isso. O problema do Brasil é a classe dominante, mais nada. Os políticos são desonestos. A mentalidade do brasileiro é muito individualista: adora levar vantagem em tudo".(...) - 1988

(...)"Educação é a única coisa que poderia mudar este quadro. Brasileiro é grosso e mal-educado, porque não pensa na comunidade, joga lixo na rua, cospe, não está nem aí. Este espírito comunitário viria com a cultura. Acho que o socialismo talvez possa trazer este acesso à cultura de massa. Fazer como o Mao Tsé-tung fez com a China. Educar todo mundo à força. Temos que estudar, ler, ter acessos a livros".(...) - 1988

(...)"Perdi dez quilos, perdi meus músculos e não os recuperei. Tinha um pouquinho de barriga. Tinha um Bundão. Meus amigos me chamavam de 'Maria Gorda'." - 1989

(...)"Meus heróis morreram de overdose". - 1989

(...)"Estou ótimo, segundo todos os exames. Mas posso morrer amanhã". - 1989

(...)"O meu amor agora está perigoso. Mas não faz mal, eu morro mas eu morro amando". - 1989

(...)"Claro, faço muitos planos. Esse é o segredo para ficar vivo. Toda a minha família é muito forte. Eu tenho certeza de que vou viver pelo menos até uns setenta anos". - 1989

(...) "Adoro correr riscos". - 1989

(...)"Não aconselharia nem um cachorro a me seguir na rua". - 1989

(...)Nem fiz testamento. A única coisa que combinei com o meu advogado é que quero ser cremado quando morrer, e que minhas cinzas sejam espalhadas no Arpoador". - 1989

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Em outubro de 1989, depois de quatro meses seguindo um tratamento alternativo em São Paulo, Cazuza viajou novamente para Boston, onde ficou internado até março do ano seguinte. Seu estado já era muito delicado e, àquela altura, não havia muito mais o que fazer. Foi assim que ele morreu, pouco depois - a 7 de julho de 1990. O enterro aconteceu no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro. Sua sepultura está localizada próxima às de astros da música brasileira como Carmen Miranda, Ary Barroso, Francisco Alves e Clara Nunes.

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Ciências Atuárias

ciência atuarial é a ciência das técnicas específicas de análise de riscos e expectativas, principalmente na administração de seguros e fundos de pensão. Esta ciência aplica conhecimentos específicos das matemáticas estatística e financeira.
Mesmo parecendo uma ciência recente, as origens da atuária (nome pela qual também é conhecida) remontam às primeiras preocupações em se criarem garantias aos indivíduos de uma sociedade e em se estudar quantidades de nascimento e morte das pessoas.

O estudante de Ciências Atuariais deve, sobretudo, gostar de Ciências Exatas e Legislação, suas principais "ferramentas" ao longo dos 4 anos da graduação e também de toda sua jornada profissional. Além disso, é necessário ter bons conhecimentos de informática e fluência no idioma inglês, já que a maior parte da bibliografia referente à profissão do Atuário é neste idioma.

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Não parece que existe uma relação na "preocupação social" entre os profissionais dessa área e as inquietações do Cazuza?

E, quando os preocupados com isso são arrebatados dessa vida por uma casualidade? Uma doença? Um tiro?

A situação política, os argumentos e até mesmo algumas ironias...

21 anos depois de perdemos o Cazuza para uma casualidade eu pergunto: Será que o Felipe com seus 24 anos (apenas 3 quando Cazuza nos deixou) estava tão distante assim daquele tempo? Tão moderno assim? Tão seguro assim? Tão amparado tecnologicamente assim? Ou... ainda valem essas declarações:

(...)"Os problemas do Brasil parecem ser os mesmos desde o descobrimento. A renda concentrada, a maioria da população sem acesso a nada. A classe média paga o ônus de morar num país miserável. Coisas que, parece, vão continuar sempre. Nós teríamos saída, pois nossa estrutura industrial até permitiria isso. O problema do Brasil é a classe dominante, mais nada. Os políticos são desonestos. A mentalidade do brasileiro é muito individualista: adora levar vantagem em tudo".(...) - 1988

(...)"Educação é a única coisa que poderia mudar este quadro. Brasileiro é grosso e mal-educado, porque não pensa na comunidade, joga lixo na rua, cospe, não está nem aí. Este espírito comunitário viria com a cultura. Acho que o socialismo talvez possa trazer este acesso à cultura de massa. Fazer como o Mao Tsé-tung fez com a China. Educar todo mundo à força. Temos que estudar, ler, ter acessos a livros".(...) - 1988

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Em carta aberta, companheiros de campus mencionam:

"É com grande pesar que o Centro Acadêmico Visconde de Cairu, entrega esta carta aos alunos. No dia de ontem, uma tragédia se abateu sobre a comunidade de nossa faculdade. O falecimento do estudante Felipe Ramos de Paiva, aluno do 5º ano do Curso de Ciências Atuariais, chocou a todos aqueles que diariamente frequentam o campus Butantã. Não há palavras que possam reconfortar aqueles que perderam um colega, um amigo, um filho, um ente querido.

Desta forma, diante de tão triste situação, oferecemos nossa humilde solidariedade a todos os que sofrem neste momento. Hoje é um dia de luto e homenagem. Perda, respeito e indignação permeiam nosso sentimento. Os casos de violência na USP, como sabemos, têm se tornado uma triste constante.(...)


Resta-nos somente a solidariedade em forma de homenagem.

felipe ramos de paiva felipe ramos de paiva felipe ramos de paiva

- Male passus ante facere.

Antes sofrer o mal que fazê-lo.

- Accidit inscribitur ventus, qui spoliant: aere.

O que se dá é escrito no vento, o que se tira: no bronze.

- Amicum perdere est damnorum maximumlat, filium irreparabile.

Perder um amigo é um dano máximo, um flho: irreparável.

 

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