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Escrito por Marlena   
Dom, 17 de Abril de 2011 11:10

OXI, a droga que está sendo notícia nos dias atuais já está sendo pesquisada desde 2003.

 

Sugere-se que o nome seja uma abreviação da palavra "oxidado" e o veneno pode apresentar a seguinte composição:

- BASE LIVRE DE CACAÍNA (COCAÍNA EM PÓ, que permite que seja fumada);

- PERMANGANATO DE POTÁSSIO;

- CAL;

- QUEROSONE, DIESEL, GASOLINA OU SOLUÇÃO PARA BATERIA;

Segundo noticiários a droga instalou-se no páis a partir do Acre, onde se fala que a droga está presente em quse 100% dos bairros sem distinção de classe social, até mesmo porque as drogas "escolhem" suas vítimas por "oportuna fraqueza mental" e não por condição social.

O OXI apresenta em sua composição 100% mais cocaína que o crack (convém aqui lembrar que o nome "crack" se deriva do ruído feito quando as pedras são quebradas) enquanto este último tem no máximo 40% do pó, o OXI tem 80%.

usuário de oxiSe o nosso Brasil fosse um país socialmente despreocupado isso seria uma verdadeira "alegria" para os programas e reformas previdenciárias. Sim, porque muitos iriam morrer sem chegar à idade em que teriam direito de receber uma "aposentadoria" qual fosse a modalidade dela. Mas, para a felicidade dos "escolhidos pelas drogas" e para a infelicidade dos "excelentíssimos senhores traficantes" o país se preocupa sim com essa "vergonha" e vai encontrar uma maneira de deter essa forma de "homicídio" (homicídio porque pra mim 90% da culpa é da droga - introduzida pelos excelentíssimos senhores traficantes, restando apenas 10% para os que foram vitimados em virtude de estarem em situação de "oportuna fraqueza mental") pavorosa, degradante, covarde e, acima de tudo, que busca lucro em fracos inocentes. Que horror, que lástima, que merd...!

Especula-se ainda que em São Paulo, em nossa "Terra do Nunca" - (nunca mais serás a mesma pessoa), também conhecida como Cracolândia, o OXI tem se proliferado sem que os usuários saibam que estão fazendo uso dele, e, é claro que isso pode ser explicado "tráfico-financeiramente":

Os excelentíssimos senhores traficantes percebendo a vantagem financeira que a droga (mais barata que o crack) poderia trazer a eles, inseriu-o em suas "vítimas" como se fosse um crack "melhorado", "turbinado", e, claro, ao mesmo preço... talvez até com alguns "pacotes promocionais" (já que essa gente não mede esforços e leva a sério o seu negócio) para, com isso, ter mais sucesso (porque são tão infelizes e depressivos que encontram nisso uma forma de dizer: "olha só como eu sou poderoso"; "olha só como eu tenho grana"; "olha só o meu carrão novo, não é roubado não, paguei no quéxi"; "semana que vem vou comprar uma cobertura só pra curtir com a MULHERADA (??)"; "decha aí que eu pago, hoje é comigo"; "num pagô, mata bróder - os de boa aparência decha que eu converso";...

usuário de oxiNão seria novidade o OXI se não tivesse ganhado os noticiários atuais. Haja vista que desde 2005, falava-se sobre ela na Reard (Rede Acreana de Redução de Danos) uma ONG presidida por Álvaro Ramos, que já vinha pesquisando sobre a mesma entre 2003/2004: “A gente tinha idéia de que havia essa droga, mas nenhuma estudo científico comprovava”. O OXI é considerado como "uma das mais potentes e perigosas drogas conhecidas"; "Brasiléia e Epitaciolândia são cidades conhecidas de qualquer um que estude o tráfico de cocaína vindo da Bolívia para o Brasil. Cidades pobres, cercadas de periferias principalmente às margens dos rios"; “O rio que separa os dois países é alagadiço, enche quando é período de chuvas e quando não chove fica raso, dá para atravessar andando. Isso facilita muito o tráfico”.

A ONG realizou suas pesquisas nestas duas cidades fronteiriças e explicou as dificuldades: “Os usuários costumam se esconder, tivemos que procurar muito, e ganhar a confiança deles”, diz Raul Correia, um dos pesquisadores e continua: “Bairros bem desprovidos, as pessoas eram bem pobres mesmo. As casas eram de madeira, a maioria na beira dos rios, sem saneamento básico, sem água, sem as mínimas condições de higiene. Eu entrevistei pessoas de 18 a 35 anos, que já usavam o oxi há algum tempo. Todos, sem exceção, estavam desempregados”. Ou então trabalhavam em bicos, o que pode trazer uma renda de até 2 salários mínimos (600 reais). Dentre os entrevistados, 62,5% tinham filhos, mas só 20% viviam com a família".

A cor da pedra pode variar (de mais amareladas à brancas) de acordo com a quantidade de querosose ou da cal virgem. E Álvaro explica:

É uma droga popular, inegavelmente, mas dependendo do período o preço aumenta: se é época de chuva, se a polícia intensifica mais a vigilância.. Além dos problemas sociais que claramente empurram esses jovens para o uso da droga, a proximidade com o comércio ilegal também abre as portas".

O pesquisador Rodrigo Correia diz sobre seus entrevistados: "Muitos trabalhavam ou haviam trabalhado como “mulas”, atravessando a fronteira portando a droga, ou como vendedores e muitos deles ainda sofrem a influência de amigos que consomem ou estão envolvidos com o tráfico. Mas a maior questão do oxi é que ela é uma droga mais rápida, causa um efeito mais forte, e é a única coisa que vem para eles, eles não têm opção”.

A FATALIDADE DA FALTA DE OPÇÃO

Altamente aditiva, a pedra é consumida em latinhas com furos, como o crack, o que torna a fumaça mais pura e o efeito ainda mais forte. Mas há casos, também, de consumo de oxi, triturado, em cigarros, misturado à maconha ou ao tabaco, e em pó, aspirado. Seja da maneira que for, o consumo é sempre acompanhado de bebida –cachaça, cerveja, ou coisa pior. “Muitos usam junto com álcool, não o álcool de beber, mas o álcool de tampinha azul, como eles chamam, misturado com suco de groselha”. O “álcool da tampinha azul” nada mais é que álcool etílico, desinfetante usado na limpeza de casas.

"FISSURA", gíria para sensação involuntária de ânimo e euforia.

O uso do álcool é quase indispensável, segundo apuraram os pesquisadores da Reard, por causa de uma característica do oxi, a chamada “fissura”. Rodrigo explica o que ouviu dos seus entrevistados: “No começo eles sentem uma sensação de euforia, de ânimo. Depois vem o medo, a mania de perseguição, a paranóia”. A droga só dá “barato” no momento em que está sendo consumida, e o efeito de cada pedra dura cerca de 15 minutos. Para perpetuar o barato, o álcool serve de alívio entre uma "pipada" e outra, num ritual que se alonga por mais de 6 horas, geralmente à noite.

Para conseguir mais droga e calar a “fissura”, é comum que os usuários se entregarem a pequenos roubos e à prostituição, o que os torna mais vulneráveis à AIDS e demais doenças sexualmente transmissíveis, ainda mais porque, sem atenção do poder público, o conhecimento sobre sexo seguro é muito pouco entre essa população.

E declara indignado: “A gente viu na pesquisa que tanto o início do uso da droga quanto início da vida sexual acontece dos 9 aos 14 anos de idade, um dado que alarmou a gente. 30% dos usuários morrem em cerca de 1 ano, alguns por motivo de roubo ou tráfico".

E mais chocado ainda fala sobre os efeitos do OXI e de um usuário sob efeito da droga: “Eles ficam nervosos, há emagrecimento rápido, ficam com cor amarelada, têm problemas de fígado, dores estomacais, dores de cabeça, náuseas, vômitos, diarréia constante. Quando parava de pipar a pedrinha, tragando a fumaça pela boca, ele caía vomitando e defecando, e ficava tendo barato no meio do vômito e das fezes, até se levantar para consumir de novo

APARÊNCIA DE ESPECTRO

Outro motivo que leva ao adoecimento e até à morte é a própria “paranóia”, que os faz evitar procurar ajuda. Rodrigo conta que se chocou com o caso de um jovem de 18 anos que tinha pavor de ir ao hospital e se negava a ser medicado, embora tivesse um ferimento exposto. “Toda vez que ele entrava num hospital, se não segurassem, ele fugia. Ele mesmo se medicava. A gente via que ele estava se acabando mesmo. Magro, com aspecto físico terrível, a questão da higiene pessoal não existia mais, parecia um espectro. Aliás, essa é uma maneira de conhecer quem usa a droga há muito tempo, se olhar com cuidado: parece um espectro”.

PRECONCEITO E IGNORÂNCIA DECLARADOS

O que deveria gerar preocupação e mais cuidado do poder público acaba gerando, ao contrário, asco e repulsa. Segundo relatam os profissionais que estudaram os efeitos da droga, o preconceito ainda é muito grande. Álvaro conta que muitos agentes de saúde nem mesmo se aproximam dos usuários: “Em uma intervenção que a gente fez, tentado uma aproximação dos agentes de saúde com os usuários, isso ficou muito claro: a gente ficou no meio da rua, de um lado os usuários e do outro os agentes de saúde”.

O RÓTULO

Ele diz também que por serem, as localidades estudadas, em cidades do interior, os usuários ficam “marcados”, muitas vezes pelos próprios agentes, que “espalham para a cidade inteira” sobre seu vício.

A REPRESSÃO

A polícia não age de maneira diferente. O relatório deixa bem claro que, nas cidades fronteiriças, os usuários são muito mais perseguidos e sofrem uma repressão muito maior do que na capital do Acre, Rio Branco: E Rodrigo denuncia:

“Em alguns lugares eles não podiam permanecer na rua até certa hora porque a polícia dava toque de recolher. Chegavam e os mandavam embora. Se não fossem, eram presos, o que é um absurdo, porque não se pode impedir ninguém de ficar numa via pública”.

Sua equipe relatou a situação às autoridades da cidade de Epitaciolândia, que se prontificaram a dizer que resolveriam a situação, pois apenas alguns membros da força policial tinham esse “hábito”. (não é estranho o fato de alguns membros da força policial ter esse "hábito"?)

COMPROMISSO PÚBLICO X DESCASO DAS AUTORIDADES X DESRESPEITO PELAS ONGs

Para lidar com uma droga tão danosa, o trabalho de redução de danos é mais que necessário. Mesmo assim, o que o pessoal da Reard encontrou foi um absoluto descaso das autoridades. “Tem que estabelecer um vínculo com eles, conversar sobre os danos que causa esse tipo de droga e os cuidados que eles devem ter quando consomem”, diz Álvaro.

Algumas medidas simples, como cuidar da água que consomem, tomar vitamina C, não consumir álcool “de tampinha azul” e cuidar do local onde usam a droga seriam muito positivas e, em alguns casos, poderiam até evitar a “falência total”. Com esse intuito, a Reard tem se reunido com gestores estaduais para elaborar uma política pública específica para os usuários do oxi. Mas, para Álvaro, “falta um compromisso do poder, principalmente o estadual, porque geralmente se a demanda vem de cima para baixo eles aceitam, mas se vem de ONGs não é muito aceita”.

E cita ainda:

“Há muita coisa que a gente ainda não sabe, como qual é a causa biológica das mortes pelo oxi e que outras substâncias são usadas no preparo”.

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Pesquisa da matéria e textos grifados realizados com base no texto de autoria da jornalista NATÁLIA VIANA (vencedora da 7ª edição do Troféu Mulher Imprensa/2011) de 13/05/2005.

 

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