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FRANÇA, EXPOSIÇÃO BURLE MARX

De 23/03 à 24/07/2011burle marx

Oficina para crianças de 7 a 12 anos

ADRESSE (endereço)
Cité de l'architecture & du patrimoine
Palais de Chaillot
Salle Viollet-le-Duc

A cidade da Arquitetura e do Patrimônio está se dedicando a uma exposição com mil e uma maneiras de acomodar asfalto e vegetação. Intitulada La ville fertile "cidade fértil", ela é especialmente dedicada ao famoso paisagista brasileiro Roberto Burle Marx (1909-1994). Por ser diferente, este conjunto prova de forma emocionante que é possível levar poesia e encanto na composição dos jardins.

As mil e uma paisagens contemporâneas padrão são recusadas, dando predileção para a que erva do campo possa invadir a cidade e quem passar e repassar pelos arquétipos da cidade de liberdade (um casal enamorado, um jogador de basquete, um carrinho de bebê...) perceberá que ela foi redesenhada para além dos clichês, como uma cidades de amanhã. Burle Marx transpôs os jardins franceses e os parques ingleses proporcionando um "repensar".

Burle é o sobrenome de sua mãe e Marx, originalmente franco-brasileiro, de seu pai - primo distante de Karl Marx (que era primo de seu avô) - nasceu em Stuttgart, na Alemanha. O pequeno Roberto herdou a paixão pelas artes, teatro, música, e as plantas ainda muito pequeno e mais parece um jardineiro do que um botânico.

Em falta no programa (a publicação de um livro quando da exposição). Devemos colher fora da cidade, os componentes da vida incrivelmente maravilhosa deste brasileiro que nasceu em agosto, em São Paulo. Ele não tinha 20 anos quando, em 1928, seus pais o levaram para Berlim em busca de tratamento para um problema ocular grave. Ele multiplicou a sua paixão pelas artes e descobriu num jardim em Dahlem, a riqueza botânica do Brasil. Ele também afirma, segundo seus biógrafos, sua atração pelo sexo masculino.

burle marxCriativo nato, Burle Marx, portanto, aplica o gosto pela natureza à fantasias, jardins e paisagens como pintura em telas. Ele vai para a Amazônia explorar e trazer de volta algumas espécies desconhecidas que levam seu nome. Em 1949, ele adquiriu Barra de Guaratiba, próximo ao Rio de Janeiro, casa, estúdio e laboratório, rodeada por um jardim de 35 hectares.

Liderada por Lauro Cavalcanti, curador da exposição, o grande salão Palais Chaillot começa a se assemelhar aos traços que Burle Marx criou no Parque do Flamengo, no Rio. A paisagem, cuidadosamente assentada, agora é amplamente endossada por engenheiros de trânsito. As paredes contém desenhos e pinturas alternativas e, às vezes se pergunta se eles se transformarão em jardins verdadeiros ou se irão permanecer como um segredo do paisagista.

Fotografias da época e atuais revelam uma outra visão fascinante: A de uma natureza bondosa, que tende a transformar os desenhos das paisagens em florestas exuberantes.

No Rio, São Paulo, Brasília, Recife e Belo Horizonte, ele trabalhou com os arquitetos Lúcio Costa, Oscar Niemeyer e Le Corbusier. Mas também é encontrado em Buenos Aires, Caracas, Miami, Berlim, Kuala Lumpur. Provavelmente também em Trípoli, numa feira internacional, onde Niemeyer deixou magníficos elementos arquitetônicos, hoje entregues a si mesmos. Em Paris, os terraços da UNESCO se tornaram um espaço atrofiado por falta de manutenção.

burle marxA Exposição na cidade, proveniente principalmente do Brasil, foi enriquecida com pinturas e fotos reveladoras de realizações quase esquecidas, como foi provado em 1988 pelo Centro Pompidou. Convidado para apresentar uma retrospectiva do seu trabalho, ele havia proposto a instalação de um jardim nos terraços o que foi recusado. Burle Marx ficou furioso quando soube da recusa, ao retornar para a apresentação, e, mais indignado ainda com a informação acrescentada ("sem jardim").

 

 

 

Enquanto isso, as noções de paisagem, cidade, parque, jardim e da própria natureza mudaram drasticamente. Burle Marx, em resumo, irrita defensores de uma natureza livre da ação do homem. Eles o veem como uma artista de pratos, morto e moderno. Uma bela entrevista com o arquiteto e paisagista Gilles Clement, o inventor do Jardin en mouvement fecha a exposição e faz justiça sem torná-lo um modelo: "Eu não me sinto herdeiro de Burle Marx, eu sou um amigo de Burle Marx . É uma espécie de irmandade forte - e é por isso que temos também que retribuir a vinda dele aqui para ver os jardins Citroen". E ainda afirmou: “Quando você olha para os seus projetos, eles podem ser satisfatórios apenas com uma imagem (...); É claro que, quando o projeto estiver concluído, o que ele tinha pensado com relação à altura de certas plantas, em comparação com outras e detalhes como manchas coloridas, presentes no projeto atual, não representarão mais nada”.

Fonte (original em francês) Le Monde, Paris, 02/04/2011

 

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