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Maria Júlia Coutinho Imprimir E-mail

Maria Júlia Coutinho

Eu nem ia falar sobre o assunto, mas (pra variar) meus ouvidos “tuberculosos” insistem em captar comentários desastrosos emitidos por pessoas tão comuns quanto eu, tão ignorantes (no sentido da palavra) quanto eu e tão carentes de conhecimento quanto eu.

É por isso que quando dizem que estamos sempre adicionando conhecimento ao nosso conteúdo (ou será o contrário?) temos que parar e pensar.

“Isso só está acontecendo porque ela é famosa, trabalha na TV Globo. Queria ver se fosse comigo ou com a minha filha...”

“Todos os dias isso acontece aos montes com uma porção de gente e nem precisa ser de cor pra sofrer esse tipo de preconceito.”

“Ela é preta, mas é rica, minha filha. Você viu como ela nem se abalou?”

Ok!

Incrivelmente tudo o que meus “o.t.” captaram parecem fazer muito sentido. E mais: serem bastante pertinentes ao fato, haja vista que (aparentemente) os comentários pareciam valorizar muito mais os agressores do que a vítima. E parece que a vítima foi tratada (ali) como “pessoa rica, famosa, sem sentimentos e sem raça”.

Eu tenho uma opinião do porquê comentários assim são emitidos, mas, é apenas uma opinião. Mas, antes, quero ressaltar aqui que não ouvi ninguém comentando a fala do Bonner.

Bem, em minha opinião a questão do preconceito (qualquer deles) está além do cultural. Imagino até que possa ser algo “orgânico”. Sabe quando está dentro de nós e sai de repente com a mesma naturalidade com que dizemos boa noite pra alguém?

Então... É quase isso, numa tentativa grosseira de explicação. Talvez com uma diferença no tom. Mas é somente uma opinião minha.

Sei que quanto ao fato houve (provavelmente) a concordância de várias pessoas – talvez até por repúdio à emissora e não à jornalista – em produzir evento que causasse repercussão – e, de certa forma, desestabilizasse a nossa (nada estável) sociedade.

Imagino que o caminho que estamos trilhando no momento seja uma das muitas iniciativas que poderiam não ter vingado academicamente, mas que venceu pelo grito.

Vivemos uma sociedade carente de legislação, de explicação e instrução.

Portanto, concordo com as falas que ouvi e respeito seus emitentes que são pessoas como eu.

Não concordo com o fato. E vou mudar de ideia: acho que os comentários não valorizaram os agressores e nem a vítima. Valorizaram apenas um bate-papo entre amigas. Sabe de uma coisa? Ocorreu nesse bate-papo uma transmissão cultural. Quem pode garantir que elas não tenham chegado a uma conclusão sensata? O que eu ouvi pode ter sido apenas o início de um debate de entendimento. Não é mesmo?

Bjinhus.

 

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