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FERNANDO PESSOA PDF Imprimir E-mail

fernando pessoa

Se vivo estaria com 123 anos e isso, sem dúvidas, seria de suma importância para o mundo. Um dos maiores poetas portugueses e do mundo. Genial em seus versos bem como em suas traduções, Fernando Pessoa nasceu aos 13 de junho de 1888 tendo nos deixado há 76 anos (30/11/1935) com apenas e tão somente 47 anos de vida. A capacidade extrema da percepção de futuro, a concepção poética do que seria um mundo globalizado - visão otimista e realista - para um homem que queria ganhar o mundo. Fechado, consiso e inquieto, Pessoa não deixa tão claro se amou alguém, mas divulgou o amor potencialmente de diversas formas. Seus heteronômios talvez tenham dito o que sua boca não pode dizer. Para relembrar-mos eis aqui, pois, um poema:

Alberto Caeiro (1889 - 1915):

Alberto Caeiro é considerado o mestre de todos os heterônimos de Fernando Pessoa. Nasceu em Lisboa, mas viveu quase toda a sua vida no campo. Não teve profissão, nem educação quase alguma, só instrução primária; morreram-lhe cedo o pai e a mãe, e deixou-se ficar em casa, vivendo de uns pequenos rendimentos. Vivia com uma tia velha, tia avó. Morreu tuberculoso.

Poema de Alberto Caeiro:

    Se eu morrer novo,
    sem poder publicar livro nenhum
    Sem ver a cara que têm os meus versos em letra impressa,
    Peço que, se se quiserem ralar por minha causa,
    Que não se ralem.
    Se assim aconteceu, assim está certo.

    Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos,
    Eles lá terão a sua beleza, se forem belos.
    Mas eles não podem ser belos e ficar por imprimir,
    Porque as raízes podem estar debaixo da terra
    Mas as flores florescem ao ar livre e à vista.
    Tem que ser assim por força. Nada o pode impedir.

    Se eu morrer muito novo, oiçam isto:
    Nunca fui senão uma criança que brincava.
    Fui gentio como o sol e a água,
    De uma religião universal que só os homens não têm.
    Fui feliz porque não pedi cousa nenhuma,
    Nem procurei achar nada,
    Nem achei que houvesse mais explicação
    Que a palavra explicação não ter sentido nenhum.

    Não desejei senão estar ao sol ou à chuva -
    Ao sol quando havia sol
    E à chuva quando estava chovendo
    (E nunca a outra cousa),
    Sentir calor e frio e vento,
    E não ir mais longe.

    Uma vez amei, julguei que me amariam,
    Mas não fui amado.
    Não fui amado pela unica grande razão -
    Porque não tinha que ser.

    Consolei-me voltando ao sol e a chuva,
    E sentando-me outra vez a porta de casa.
    Os campos, afinal, não são tão verdes para os que são amados
    Como para os que o não são.
    Sentir é estar distraido.

     

    Alberto Caeiro, 7-11-1915
    Fonte do Poema (Direitos Respeitados)
 

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