VOCÊ É HOMOFÓBICO(A)? PDF Imprimir E-mail
Escrito por Marlena   
Sáb, 21 de Maio de 2011 00:06

ENTENDENDO A PALAVRA

Homofobia (homo= igual, fobia=do Grego, "medo") é uma série de atitudes e sentimentos negativos em relação a lésbicasgaysbissexuais e, em alguns casos, contra transgêneros e pessoas intersexuais.

As definições referem-se variavelmente a antipatiadesprezopreconceito, aversão e medo irracional. A homofobia é observada como um comportamento crítico e hostil, assim como a discriminação e a violência com base em uma percepção de orientação não-heterossexual.

Em um discurso de 1998, a autora, ativista e líder dos direitos civis, Coretta Scott King, declarou: "A homofobia é como o racismo, o anti-semitismo e outras formas de intolerância na medida em que procura desumanizar um grande grupo de pessoas, negar a sua humanidadedignidadepersonalidade."

Entre as formas mais discutidas estão a homofobia institucionalizada (por exemplo, patrocinada por religiões ou pelo Estado), a lesbofobia, a homofobia como uma intersecção entre homofobia e sexismo contra as lésbicas, e a homofobia internalizada, uma forma de homofobia entre as pessoas que experimentam atração pelo mesmo sexo, independentemente de se identificarem como LGBT.

Duas palavras são originárias de homofobia: (adj.) homofóbicahomofóbico (n.), termos designados para pessoas que apresentam atitudes homofóbicas ou que pensam dessa maneira.

Fonte Wikipédia

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ESTUDO LIGA HOMOFOBIA À EXCITAÇÃO HOMOSSEXUAL

WASHINGTON – A teoria psicanalítica defende que a homofobia – o medo, ansiedade, raiva, desconforto ou aversão que algumas pessoas ostensivamente heterossexuais sentem por indivíduos gays – é o resultado de impulsos homossexuais reprimidos dos quais a pessoa não tem consciência ou os quais nega. Um estudo publicado em agosto de 1996 na publicação científica Journal of Abnormal Psychology, da Associação Psicológica Americana (APA), fornece novas evidências empíricas que são consistentes com essa teoria.

 

 

Pesquisadores da Universidade da Geórgia conduziram um experimento envolvendo 35 homens homofóbicos e 29 homens não-homofóbicos, classificados de acordo com um índice de homofobia. Todos os participantes selecionados para o estudo se descreveram como exclusivamente heterossexuais ambos em termos de excitação e experiência.

Cada participante foi exposto a estímulos sexualmente explícitos consistindo em vídeos para heterossexuais, para homossexuais masculinos e para lésbicas (mas não necessariamente nessa ordem). Seu grau de excitação sexual foi medido por pletismografia peniana, que mede precisamente e registra o inchaço peniano.

Homens em ambos os grupos (homofóbicos e não-homofóbicos) excitaram-se no mesmo grau pelo vídeo mostrando comportamento heterossexual  e pelo vídeo mostrando duas mulheres fazendo sexo. A única diferença significativa no grau de excitação entre os dois grupos ocorreu quando assistiram ao vídeo mostrando sexo homossexual masculino: “Os homens  homofóbicos mostraram um aumento significativo na circunferência peniana ao assistir ao vídeo homossexual masculino, mas os controles [não-homofóbicos] não mostraram este aumento.”

Analisadas mais profundamente, as medidas mostraram que enquanto 66% dos não-homofóbicos não mostraram inchaço peniano enquanto assistiam ao vídeo homossexual masculino, apenas 20% dos homens homofóbicos mostraram pouca ou nenhuma evidência de ereção. Similarmente, enquanto 24% dos homens não-homofóbicos mostraram ereção completa ao assistir ao vídeo homossexual, este número foi de 54% para os homens homofóbicos.

Quando foi pedido que dessem sua avaliação subjetiva do grau com o qual se excitaram ao assistir cada um dos três vídeos, homens dos dois grupos deram respostas que seguiram de perto os resultados das medidas psicológicas objetivas, com uma exceção: os homens homofóbicos subestimaram significativamente seu grau de excitação causado pelo vídeo homossexual masculino.

Estes achados significam, então, que a  homofobia em homens é uma reação a impulsos homossexuais, como a psicanálise teoriza? Enquanto a descoberta é consistente com essa teoria, os autores da pesquisa notam que há uma explicação teórica alternativa: ansiedade. De acordo com essa teoria, assistir ao vídeo homossexual masculino  pode ter causado emoções negativas (como ansiedade) nos homens homofóbicos, mas não nos homens não-homofóbicos. Como os autores notam, ‘foi mostrado que a ansiedade pode aumentar a excitação e a ereção’, então também é possível que ‘uma resposta a estímulos homossexuais [nestes homens] seja uma função da condição ameaçadora em vez de excitação sexual por si. Essas noções alternativas podem e devem ser avaliadas em pesquisas futuras’.

Numa revisão publicada em 2008, Dominic Parrott, da Universidade da Geórgia, cita as teorias psicológicas modernas para explicar a agressão contra homossexuais. Comentando este artigo divulgado por esta nota da APA, Parrott diz que enxergar a agressão homofóbica como resultado de uma homossexualidade reprimida (medo de ser gay) pode ser uma visão etiológica estreita deste fenômeno. Na opinião deste revisor, esta hipótese foi largamente descartada pela pesquisa e teoria modernas, que mostrariam que a agressão antigay resultaria de um mecanismo de defesa mais amplo que atende à necessidade do homofóbico de reduzir sua ansiedade causada por conflitos psicológicos associados à identidade de gênero e à sexualidade (o que inclui ‘medo de ser gay’, mas não se restringe a isso). Estes conflitos psicológicos teriam a ver com insegurança quanto à adequação pessoal a demandas sociais de papéis de gênero. Ou seja, agredir gays pode ter a ver com o medo de não ser homem o suficiente.

Fonte

 

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