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BULLYING
SUSPEITA DE BULLYING NO COLÉGIO NOSSA SENHORA DE LOURDES PDF Imprimir E-mail
Escrito por Georgia Spinck   
Qua, 30 de Maio de 2012 19:57

Colégio é acusado de se omitir em caso de bullying

colégio nossa senhora de lourdes sp

No momento em que o País discute a possibilidade de criminalização do bullying, uma tradicional escola católica da cidade é acusada de omissão no caso de um garoto de 13 anos que conta ter sido agredido pelos colegas por ser bailarino. A mãe da vítima, que trabalhou na instituição por 18 anos, também acusa o colégio de assédio moral e demissão indevida. Os dois processos tramitam na Justiça, mas a escola rebate as alegações.

As primeiras ofensas começaram logo que Enzo Frizzo Paulino começou a fazer balé, aos 8 anos. “Alguns colegas sabiam que eu dançava. Começaram a me chamar de ‘veado’, ‘bicha’ e gay”, lembra o menino, que estudava no Colégio Nossa Senhora de Lourdes, que tem mais de 70 anos e fica na Vila Regente Feijó, região de Água Rasa, na zona leste. Para acabar com as provocações, a família decidiu transferir o garoto para o turno da tarde. “Falei com a escola e disseram que resolveriam a situação”, conta a mãe do menino, Alba Mara Paulino.

Mas, na nova turma, a situação de Enzo piorou. “Eu escondia que era bailarino, morria de medo de ser descoberto. Mesmo assim, era chamado de gay e os garotos não me deixavam usar o banheiro masculino”, lembra. “Procurei a coordenadora, mas ela disse que, como ele era bailarino, deveria estar acostumado a ser chamado de ‘veado’”, conta Alba.

O garoto afirma que, quando os colegas da tarde descobriram que era bailarino, ele nunca mais teve paz. A mãe ainda não sabe como a notícia se espalhou. “Os alunos do período não sabiam e só os professores e funcionários sabiam”, lembra Alba. Por isso, para ela, a informação foi provavelmente repassada por um adulto. “Com certeza, a pessoa que contou não imaginou o impacto disso na vida do Enzo.”

O menino percebeu que seu segredo havia sido revelado em 2010, após retornar de um festival de dança em Joinville, em Santa Catarina, um dos mais importantes do País. Foi quando as agressões passaram a ser também físicas. “Eles me batiam e gritavam: ‘veado’, ‘veado’, ‘sua bicha’”, conta o garoto, cerrando um dos punhos e batendo três vezes contra a outra mão. “Eu me sentia a escória. E eu não sou gay.”

Enzo sofreu calado. Aguentou meses de surras e xingamentos sem contar nada à mãe. Até que um dia, Alba entrou no banheiro enquanto o filho estava no chuveiro e o viu machucado. “Foi quando ele me contou tudo”, desabafa a mãe. A professora afirma ter procurado a coordenação da escola mais de uma vez. “Disseram que iriam resolver e acabei não fazendo boletim de ocorrência. Eu mesma estudei na escola, de criança até o Ensino Médio, tinha uma relação com a instituição, e não achei que poderiam negligenciar ajuda ao meu filho.”

Hoje, ao lembrar do comportamento do filho, Alba se lamenta. “Eu me sinto culpada por não ter percebido antes”, diz ela, com os olhos cheios d’água. “Ele não contava. Mas começou a faltar, a ter problemas com as notas e a ficar doente”, relata. Enzo teve anorexia e ficou um ano afastado da dança. “Cheguei a pensar em desistir da dança para não sofrer mais”, diz o garoto.

O menino ficou fascinado pela dança após ver o filme Encantada, no cinema, com a mãe. “Deixamos a sessão e ele dizia que queria ser bailarino”, conta a professora. A mãe levou o garoto ao futebol, à natação e ao tae-kwon-do, mas Enzo só queria dançar. “Ele pediu para ir a uma academia de balé. Estava firme na decisão”, diz Alba. Hoje, em um novo colégio, voltou a dançar e não precisa mais esconder isso de ninguém. “Já não tenho medo de dizer que sou bailarino. Agora, eu tenho amigos”.

FELIPE ODA - Jornal da Tarde

 
BULLYING - COLÉGIO SÃO BENTO - RJ PDF Imprimir E-mail
Escrito por Georgia Spinck   
Sáb, 04 de Junho de 2011 13:29

Mãe de aluno do Colégio São Bento acusa direção de omissão sobre caso de bullying

Instituição, onde ocorreu suposta agressão de adolescente contra menino de 6 anos, enfrenta ação na Justiça por danos morais.

No momento em que as acusações de agressão entre alunos do Colégio São Bento, no Rio, chegam à esfera policial, a instituição começa a enfrentar também queixas de omissão em casos de bullying. De acordo com o jornal O Globo, a mãe de um aluno entrou na Justiça acusando a direção da escola e professores de terem feito vista grossa para o assédio e até a violência física cometida contra seu filho.

A capitão de fragata da Marinha de Guerra do Brasil Márcia Moraes entrou com uma ação na Justiça contra o colégio por danos morais. A decisão foi favorável ao São Bento e no momento ela recorre da sentença. Márcia afirma que o filho era chamado de gordo, pig, porco e teria chegado a ser agredido por uma professora.

O Colégio São Bento, um dos mais tradicionais do Rio, tem apenas alunos, e está no centro de uma discussão sobre o papel das instituições e dos professores nos casos de agressão e assédio contra os alunos. Inicialmente, a acusação da família de um aluno de 6 anos foi tratada como questão interna, disciplinar, e mantida dentro dos muros da escola. Esta semana, no entanto, a delegada da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente do Rio, Valéria Aragão, afirmou que o bullying e a agressão são crimes, não meras infrações disciplinares.

Em nota, o São Bento classificou a agressão como uma brincadeira. “A ocorrência disciplinar que tem gerado tanto clamor na mídia, nos últimos dias, foi avaliada pelos nossos profissionais que, desde então, têm buscado, incansavelmente, esclarecer os fatos, como uma brincadeira inconsequente, sem intenção de agredir ou machucar, mas que, no entanto, acabou mal, logo, considerada uma falta grave”, diz o documento. A instituição suspendeu o aluno, mas não pretende expulsa-lo. “Nós educadores não podemos desistir de um adolescente de 14 anos ou qualquer outra idade, se não forem esgotados todos os recursos que uma escola dispõe para corrigir algum comportamento ou se redimir alguma falha, sempre trabalhando em consonância com as famílias.”

Os pais do menino agredido prestaram depoimento à DPCA na quinta-feira. Para esta sexta-feira, é esperado o adolescente de 14 anos acusado de agressão, que deve comparecer acompanhado dos pais.

Fonte: VEJA

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OUTRO CASO NA MESMA INSTITUIÇÃO

Agressão no Colégio São Bento foi acidente, diz adolescente de 14 anos durante o depoimento

Gustavo Goulart - Extra/O Globo (Direitos respeitados)

RIO - O jovem de 14 anos acusado de ter agredido uma criança de 6 anos no Colégio São Bento prestou depoimento nesta sexta-feira. Ele alegou que os ferimentos na cabeça e no rosto da criança foram causados por um acidente durante uma brincadeira entre os dois. O jovem foi qualificado como adolescente infrator no Auto de Investigação de Ato Infracional (AIAI) instaurado pela delegada Valéria de Aragão, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), na quarta-feira passada.

Segundo a delegada, o jovem contou que estava brincando de dar rasteira no menino. Porém, ele não o deixava cair fortemente no chão porque o segurava pelos braços, e, em seguida, o deitava no chão. Quando repetiu o movimento, a criança teria tombado com muita rapidez.

— O jovem relatou que não conseguiu segurar os braços do menino, que, então, caiu com a parte detrás da cabeça no chão. Zonzo, o menino teria se levantado e tentado se segurar numa grade de proteção da quadra de esportes, mas escorregou e bateu com a testa e parte do rosto na mesma, causando os ferimentos que sangraram — contou Valéria de Aragão.

A delegada afirmou que ainda é necessário ouvir outros depoimentos para confrontá-los com a versão do jovem.

— Há uma dúvida. O adolescente diz que aguardou o socorro do lado do menino. Já a criança contou aos pais que procurou ajuda sozinha. A supervisora pedagógica do colégio (Maria Elisa Penna Forte, também ouvida nesta sexta) está ajudando na busca por testemunhas — disse.

Nesta quinta-feira, o pai do aluno de 6 anos havia afirmado que a escola omitiu que seu filho tinha sido agredido na hora do recreio. A afirmação foi feita em carta enviada a pais de alunos da instituição. Segundo o texto, no último dia 26 ele recebeu uma ligação do colégio informando que seu filho havia sofrido um corte na testa em decorrência de um tombo.

Na quarta-feira, a delegada Valéria de Aragão, titular da DPCA já tinha dito, após ouvir o depoimento dos pais do menino de 6 anos, que o fato deve ser sim apurado pela polícia. Um dia antes, o supervisor administrativo do colégio, Mário Silveira, havia dito que o suposto agressor "está sendo mais punido do que o acidentado".

 
PAGUE PARA NÃO APANHAR - 2 PDF Imprimir E-mail
Escrito por Georgia Spinck   
Sex, 27 de Maio de 2011 09:26

Polícia apreende jovem de 13 anos acusado de extorquir colega de sala

O promotor da Infância e Juventude decidiu que o menino, durante três meses, vai ajudar em pequenas tarefas na escola.

Em Campo Grande, a polícia apreendeu um menino de 13 anos acusado de extorquir dinheiro de um colega de sala. No inquérito policial, a vítima diz que pagava para não ser agredida. A sequência de ameaças começou há um ano. Para não apanhar na escola, o menino era obrigado a fazer tarefas para o agressor, com o tempo, passou a comprar lanches no intervalo das aulas, e, mais recentemente, começou a dar dinheiro. O estudante, segundo a polícia, já teria pago nesse período, cerca de R$ 1 mil. Cansado e com medo, o menino contou para os pais, que procuraram a polícia. Com orientação dos investigadores, as ameaças foram gravadas.

“Você falou para um cara que eu estava indo pedir R$ 2 para você todo dia? Vou te arrebentar. Quanto dá para você me arrumar?”, ameaça o agressor.

“’Quarentão’”, responde a vítima.

“Então beleza”, conclui o jovem.

Depois de ouvir as gravações telefônicas, a polícia se convenceu de que era bullying. Para juntar provas contra o agressor, a vítima marcou um encontro em um terminal de ônibus. Seria mais um pagamento pela falsa segurança na escola. Os agentes da polícia apreenderam o adolescente que fazia as ameaças logo depois que ele recebeu o dinheiro da vítima. “Ele não acreditava que realmente iria ser reprimido”, conta a delegada Aline Sinnott Lopes.

O acusado de extorsão tem 13 anos e não pode responder por crime, mas vai passar por medidas sócio-educativas. O promotor da Infância e Juventude decidiu que o menino, durante três meses, vai ajudar em pequenas tarefas na escola. Entre elas, terá que lavar a louça da merenda escolar. O estudante também vai receber aula extra sobre bullying. No fim desse período, deve escrever uma redação sobre o assunto.

“Se ele voltar a praticar atos infracionais, ele mostra que é um infrator. Se ele nunca mais praticar nada assim, ele foi um indisciplinado que nós conseguimos poupar”, afirma o promotor da Infância e Juventude Sérgio Harfouche.

 

Fonte: G1

 
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